Você sabe o que é?
O conceito de “fine tuning” (ajuste fino) refere-se ao processo de fazer ajustes precisos e refinados em um sistema ou objeto, com o objetivo de melhorar o seu desempenho ou eficiência, que já são bons, mas que não estão excelentes.
O ajuste fino traz em sua ideia o fato de que mesmo as menores alterações podem levar a grandes avanços.
No contexto do aprendizado de inglês, certamente ele passa pela calibração de alguns componentes linguísticos, como a neutralização de sotaque, pronúncia correta, compasso da fala, construção gramatical limpa e objetiva, além do uso de um vocabulário preciso.
Vocabulário preciso é poder falar: Ela está, indubitavelmente, no seu auge – ao invés de — Ela está, com certeza, em sua melhor fase.
Há diferença entre as construções? Não exatamente. Mas há mais sofisticação na primeira oração e mais densidade de conceitos na frase. É isso que é examinado no Toefl, Ielts, Cambridge: a sua capacidade de falar exatamente aquilo que se precisa falar, com a palavra mais adequada possível.
O fine tuning serve tanto para o aluno de inglês básico, como para o avançado. Ambos se beneficiam com o aprofundamento minucioso da língua.
O aluno básico, porque aprende do zero os fonemas de forma limpa, as construções gramaticais coerentes, treina o ouvido para escutar um inglês bem falado e porque condiciona o pensamento a não traduzir o tempo todo português-inglês.
O aluno avançado normalmente é quem mais procura esse tipo de estudo. O perfil dele é de quem tem o domínio da língua, sabe os fonemas, assimilou o conteúdo gramatical, e geralmente ouve e lê melhor do que fala.
Isso porque, ouvir e ler são ações passivas, não requerem improviso e iniciativa cognitiva. Pensar no que vai falar, articular a musculatura correta e emendas uma coisa na outra requerem participação ativíssima do aluno, que costuma demanda-lo mais.
Os erros mais comuns em inglês e que são treinados no fine tuning
1. Fonema th
O th em inglês não tem som T, nem de F ou S.
O som do th pode ser o que fazemos em ‘that’ e em ‘teeth’
Na pronúncia dessas palavras, a língua se posicionará no céu da boca, atrás do dentes incisivos, mas na primeira palavra há uma vibração da língua e na segunda palavra o som é seco.
2. Fonema rl
Para fazer esse som, que temos em palavras básicas como girl e world, há que se aprender a dividir o fonema em 2 partes.
3. O som do i , que vem nas forma dos fonemas ee, i e ea
Esses são os erros mais comuns e clássicos, inclusive em alunos avançados.
O ee (sheet) é um i longo, enquanto o i (Mick Jagger) é um i curto e quase ao avesso.
O ee tem o mesmo som de outro fonema ea = meet (conhecer) e meat (carne) são pronunciados de forma idêntica e isso acaba confundindo bastante os estudantes.
4. Os sons do t e do ch
O T pode ser um “t” seco ou exprimido com som de“ch”. A letra T no começo das palavras nunca tem o som de ch em inglês e quando no final, normalmente é uma letra muda (como no francês, língua na qual NUNCA a última letra é pronunciada).
5. Fonemas mudos
Em inglês temos fonemas fantasmas, que são aqueles nunca pronunciados. Normalmente são as letras b, k, p, t e s, como é o caso de island: castle, knife, comb.
6. O fonema “ough”
Esse fonema requer um conhecimento da língua mais amplo para ficar cada vez mais fácil – e ele é fácil. Ele pode ser pronunciado de formas diferentes a depender da formulação da palavra
– though, tem som de de tho (língua no céu da boca, atrás dos dentes incisivos com vibração + o)
– drought tem som de ó
– tough tem som de tãff
– cough tem som você de cóf
O fine tuning é um tipo de estudo minucioso, detalhista para quem quer atingir um grau de excelência quase nativa do idioma. Requer estudo, leitura, conversação e muito listening. É o tipo de estudo que o aluno não sente resultado tão imediato quanto sentia no início do aprendizado, mas de repente ele percebe que está falando com mais cadência e sendo compreendido com muito menos esforço que antes.